terça-feira, 3 de novembro de 2015

Quebrar a sapatilha . Será?

Oi Gente!
Sapatilha de ponta é um dos pontos mais sérios e importantes do ballet. É preciso estudo e experiência para falar sobre o assunto com propriedade. É raro encontrar informações com base e talvez por isso erramos tanto.
Dessas pesquisas, comecei a repensar o uso corrente da expressão “quebrar a sapatilha”, o processo de amaciá-la e moldá-la ao nosso pé. A questão é: até que ponto isso têm fundamento?
Comumente ouvimos duas coisas. Primeiro, as bailarinas que destroem sapatilhas em pouco tempo de uso, devido a seus pés fortes. Porém, é preciso descobrir, a bailarina que não sabe usar a própria força ou a sapatilha que não tem a dureza adequada?
A outra, “Compre uma palmilha mais dura do que você precisa, porque ela vai amolecer mesmo e você usará a sapatilha por mais tempo”.
Eu tenho o pé molinho. Eu adoro a Partner Student, da Capezio, justamente pelo fato de ser mais macia. Agora, me imaginem com a Toshie, da Só Dança, de palmilha normal. A vendedora disse que era melhor comprar esta em vez da macia, “Porque a sapatilha ficará mole com o uso e durará mais”. Sempre a mesma justificativa. Eu consigo subir e ter estabilidade? Claro que não. Ela está inutilizada. No fim das contas, não durou nem duas aulas.
Uma grande amiga, também bailarina, foi a um revendedor da Millenium, conhecido pelo seu conhecimento do assunto, comprar a sua sapatilha de ponta. Ouviu dele o seguinte: “Essa história de quebrar a sapatilha é uma bobagem. As professoras ensinam as alunas a afundarem o plié para amolecer a sapatilha. Quando ela realmente se molda ao pé, é inutilizada. Tanto tempo para a sapatilha ficar boa e, quando fica, deixa de ser usada? Está errado! Sapatilha é para ser moldada no pé conforme o uso nas aulas. Ela tem de durar.”
Ouviram?
E como a sapatilha vai durar? Dentre outras coisas, escolhendo a palmilha ideal para o nosso pé. Nem mais, nem menos. Por que a Gaynor Minden é considerada a melhor sapatilha? Além das mil qualidades, ninguém precisa moldá-la. Ela já cumpre o seu papel desde o primeiro instante.
Para quem acha que tudo isso é balela, assistam ao vídeo da Russian Pointesobre escolha da palmilha e a diferença, nos pés, entre uma muito dura e outra muito mole.
Para escolher a palmilha ideal, antes de pensarmos na força do pé, pensemos no arco de sustentação. Ele deve ser a nossa referência.
O meu arco é o 4. Antes eu sabia por experiência, agora sei por conhecimento: O meu pé precisa de uma palmilha macia, é assim que consigo me sentir segura e me movimentar livremente.
O nosso corpo nos diz o que acontece, só precisamos ouvi-lo. Antes de escolher e comprar a sapatilha de ponta, é preciso conhecer nosso próprio pé. Não o nosso ideal de pé, mas aquele que nos sustenta. É lindo ver um pé forte e um colo de pé absurdo? Sem dúvida. Mas anatomicamente, são essas as melhores características para dançar na ponta? Assunto para cada bailarina pesquisar.
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4 comentários:

  1. não há regras para comprar ou quebrar uma sapatilha de ponta. o segredo é testar, testar, testar, e claro, ter paciência. as sapatilhas mais comuns, com exceção das caríssimas como a Gaynor, realmente não ficarão boas em apenas duas aulas. é preciso que você faça uma série de exercícios para que ela "amoleça" e atinja o ponto ideal (cada bailarina sabe quando a sua sapatilha está "no ponto"), a partir dai ela deve durar um certo tempo e amolecer de vez, então não será mais possível usa-la por estar mole demais, por isso a vendedora não está tão errada em dizer para comprar um modelo com palmilha normal, se o seu desejo fosse que a sapatilha durasse mais. como eu disse, não há regras, cada caso é um caso. já existem milhares de posts sobre quebrar sapatilhas na Internet, mas o jeito que sua amiga quebra talvez não seja bom para você, ou vice versa. por isso tenha paciência até achar uma sapatilha ideal e o jeito de usa-la. leva tempo mesmo =)

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    1. Oie !!

      Obrigada pelo seu comentário e dica! :-)

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  2. Eu, particularmente não gosto da sapatilha muito mole, não acho que fica bonito no meu pé e também perco a estabilidade com facilidade. Opto por um modelo com palmilha reforçada, pois já tive que trocar de sapatilha em poucos meses. Acredito que cada bailarina tem que encontrar o modelo e rigidez adequada para seu pé e porte físico. Porque às vezes, um modelo que é bom para o meu pé, não seja para o da minha colega. Na minha turma, cada bailarinautiliza o modelo que melhor se adapta, para que ninguém seja prejudicado.

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    1. Oies!

      Muito Obrigada pelo seu comentário e dica! :-)

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