terça-feira, 13 de setembro de 2016

Balé e Medicina: Entrevista com Dr. Rafael Barnabé especialista em pé e tornozelo


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Oi Gente !
O post de hoje e uma entrevista feita pelo Diário de S. Paulo com o ortopedista DR. Rafael de Barnabé especialista em pé e tornozelo. Ele atende como médico assistente no Hospital São Camilo da cidade de Itú -São Paulo, além de ambulatórios públicos e privados diversas patologias ortopédicas de pé e tornozelo, e também em seu consultório particular na mesma especialidade.
Ele é membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia – SBOT e da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé – ABTPé. Dr. Rafael é graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto com residência medica em Ortopedia e Traumatologia no Hospital de Base de São José do Rio Preto e especialização em medicina e cirurgia do tornozelo e pé na Santa Casa de São Paulo. Ele nos fala um pouco de sua especialização e escolha da mesma, além da experiência com a dança e também do último congresso em que esteve recentemente no Canadá onde assistiu a palestra com o Dr.William Hamilton, ortopedista e amigo particular de um dos maiores artistas mundiais do século XX, George Balanchine. Confira:
Porque a especialização em pé e tornozelo?
Optei por esta especialização pela diversidade de patologias tratadas, grande número de procedimentos cirúrgicos e o desafio de aliar precisão e delicadeza nesses procedimentos.
Quais as principais lesões que costuma atender?
Atendo em meu dia-a-dia traumas diversos, e nos ambulatórios públicos e consultório privado patologias ortopédicas do tornozelo e pé em crianças e adultos.
Você esteve recentemente em um congresso no Canadá onde assistiu a uma palestra com o profissional/médico ortopedista do incrível bailarino George Balanchine. Como foi? Ele dedicou a sua carreira a tratar de bailarinos e dançarinos do American Ballet, entre outros...
Aconteceu em Toronto - Canadá, entre os dias 20 e 23 de julho o Congresso da Sociedade Americana de Ortopedia Do Tornozelo e Pé (AOFAS), no qual o Dr. William Hamilton  dividiu com os congressistas um pouco de sua experiência como médico do ABT (American Ballet Theatre), entre outras Cias de dança do mundo, falando especialmente sobre o seu relacionamento pessoal com o grande bailarino George Balanchine, considerado um dos grandes artistas mundiais do século XX, e como por influência desse bailarino, se apaixonou pelo mundo da dança a quem dedicou muito da sua vida profissional ao cuidado de artistas dela, inclusive publicando diversos artigos científicos sobre lesões que acometem principalmente os bailarinos, auxiliando no desenvolvimento e aprimoramento da medicina, especificamente relacionada ao tornozelo e ao pé.
Em função da sua especialidade, atua também com bailarinos e dançarinos, o que mais costuma ver e tratar neles?
Meus pacientes bailarinos são, majoritariamente, amadores, apaixonados pela dança, mas não por isso com uma carga pequena de ensaios. Como toda atividade física repetitiva e com grande impacto articular, as lesões estão presentes, sendo as mais comuns entorses do tornozelo, impacto articular, tendinites, fraturas por estresse, entre outras.
O ballet clássico é um dos estilos de dança que mais capacita, em termos musculares, um bailarino. O ballet trabalha diversos grupamentos de músculos. Entretanto, são justamente os bailarinos clássicos que mais se machucam em aula, seja devido a uma má utilização corporal ou à exaustão nos ensaios. Embora a dor seja grande, é comum bailarinos não seguirem as recomendações médicas. Isso se deve aos conselhos e tratamentos recomendados pelos profissionais no caso de lesões que seria “largar” o Ballet nem que seja por um tempo? Qual a resistência quanto a isso?
Nosso organismo tem um limite de estresse físico que suporta, e quando este limite é ultrapassado, as lesões acontecem. Normalmente os bailarinos são grandes apaixonados pelo que fazem e essa paixão, não raramente os impulsiona além dos limites. O overuse é uma grande causa de lesões, como as tendinites e fraturas por estresse já citados. E nem sempre a paixão pela dança vem acompanhada de grande técnica, favorecendo erros posturais, acidentes que levam a dores crônicas, entorses, fraturas. Como toda atividade que solicita muito do físico, o ballet exige um grande preparo muscular, flexibilidade, consciência corporal, propriocepção que se desenvolvem com o treino bem orientado e a pratica frequente, porém dentro dos limites físicos de cada um.
Um bom preparo muscular é indispensável para tornar as bailarinas mais fortes e cessar as constantes dores de cabeça com lesões, que são determinantes para um bom trabalho no ballet. Passando muitos anos de prática, sem dúvidas problemas são causados a bailarina e para amenizar esses problemas o que se recomenda desde o início para se ter uma longa carreira e acima de tudo saúde?
Baseado naquilo que já foi posto, um bailarino que deseja ter uma longa estrada nessa arte deve se preparar, com fortalecimento muscular e alongamentos, mantendo a flexibilidade e, principalmente, "ouvir" e respeitar o seu corpo, tendo a consciência que todos temos nossos limites. Um bailarino profissional, de alto desempenho, terá que convier com as dores, assim como um atleta de alto rendimento o faz, mas aqueles que buscam a dança como forma de prazer e satisfação devem aceitar suas limitações, seguirem de maneira gradual na dança para que possam dançar sempre e de maneira prazerosa. 
Pensando em uma situação contrária, o Ballet é recomendado em alguma situação? No caso para consertar ou evitar algo como pés chatos, etc?
As deformidades nos pés podem ser congênitas ou adquiridas. As primeiras dificilmente são evitadas com algum tipo de atividade, porém algo que traga alongamento e fortalecimento muscular normalmente é benéfico nessas situações. As deformidades adquiridas estão relacionadas ao uso de calçados inadequados, atividade profissional, traumas, etc, portanto a dança pode colaborar para o desenvolvimento, e não prevenção de algumas alterações; mais um motivo pelo qual os limites individuais devem ser respeitados.
Bailarinas, principalmente as profissionais costumam se auto medicar em função de sua rotina, e por medo de se machucar, é comum acharem que dessa forma será evitado. Como se posiciona nesses casos?
A automedicação sempre é arriscada. O uso de um analgésico pode mascarar um problema e este tornar-se mais grave, por exemplo; além dos efeitos colaterais comuns a todas as drogas. Caso o bailarino, seja ele profissional ou amador, sintam algo diferente do normal, devem procurar ajuda profissional.
Como ortopedista e especialista em pé e tornozelo, quais os conselhos que poderia dar, recomendações inclusive para prevenir situações corriqueiras e fáceis, mas que nem sempre se dá a devida atenção?
O principal conselho que posso dar é: respeitem o seu corpo. Ouçam os sinais que ele lhe dá e procure um profissional capacitado caso sinta algo diferente do habitual. A dança exige muito do corpo. Aprenda a “ouvi-lo” e a chance de não haver problemas sérios é maior. Além disso, a preparação é fundamental. Como todo atleta, a parte física deve ser preparada para desempenhar a atividade desejada. Outra coisa importante é cercar-se de profissionais competentes e capacitados, entre eles
Fonte: http://www.diariosp.com.br/blog/detalhe/33587/bale-e-medicina-entrevista-com-dr-rafael-barnabe os professores de dança, preparadores físicos, fisioterapeutas e médicos.

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